ALMA
Inquieta a alma...
De que adianta
A chuva, mansa, passou
Restam as gotas nos brotos,
na grama
no asfalto....
O cheiro de pétalas molhadas
O sopro nas folhas balançadas
Os galhos, sem pressa, dormidos
Ah! Pássaros de asas em sonhos
no alto, olhos pendurados...
De que adianta,
alma inquieta,
essa tempestade,
esses suspiros noturnos
de água ?
Já foi o tremor.
Passou a Dor.
Da chuva resta nada.
Só o Silêncio
sonolento,
arde de Amor...
Lúcia.
BSB 06-12-2012, madrugada.